Este produto veio mesmo desta planta?
Cadeia de lotes ligada evento a evento, do lote de semente ao lote dispensado.
A associação tem o vínculo com o paciente e a autorização para cultivar e dispensar ao seu associado. O que ela não tem é hospital, corpo clínico, centro cirúrgico, laboratório e capacidade de processamento — e tratar é ato médico, privativo de médico. É exatamente isso que o Granja Julieta entrega, e só isso.
Isso não é modéstia comercial — é o que mantém o modelo de pé. A norma que criou o ambiente regulatório experimental para associações de pacientes existe para avaliar risco sanitário e produzir evidência, e impõe à associação vedação absoluta à prática de atividade comercial, com atendimento exclusivo a associados regularmente cadastrados. Qualquer desenho em que o hospital compre a colheita e revenda produto coloca as duas partes fora do lugar.
Cada etapa tem um responsável declarado. Onde a etapa é sensível do ponto de vista regulatório, dizemos qual é o ponto de atenção em vez de omitir.
A associação firma convênio com o Granja Julieta. O associado passa a ter acesso ao corpo clínico, exames, consultórios e — quando indicado — internação e centro cirúrgico.
Hospital · papel do hospital: prestador de serviço de saúdeTriagem na cabine de IA, consulta com especialista, prescrição individualizada. O associado é paciente do hospital, não cliente de um produto.
Térreo e 1º-5º · papel do hospital: assistência médicaA Xperienc recolhe a produção cultivada pela associação, sob autorização própria para substância de controle especial. O hospital não toca na biomassa — é o que o mantém prestador de serviço clínico, e não comprador.
Associação → Xperienc · papel do hospital: custódia e logística — a titularidade permanece da associaçãoA biomassa segue para os laboratórios da Xperienc, onde é processada e analisada conforme padrão farmacêutico. A titularidade continua sendo da associação em toda a cadeia.
Xperienc Global Labs · papel do hospital: intermediação técnicaO produto retorna já processado e analisado, com laudo, para o país.
Importação · papel do hospital: recepção técnicaA associação dispensa ao seu próprio associado — que é, ao mesmo tempo, paciente acompanhado no hospital.
Associação · papel do hospital: acompanhamento clínico e registro de desfechoO desfecho clínico volta como dado estruturado. É isso que transforma o sandbox da RDC 1.014/2026 em evidência regulatória — e o que nenhuma associação sozinha consegue produzir.
Hospital → Xperienc · papel do hospital: produção de evidênciaCadeia imutável prova que um registro não foi alterado depois de escrito. Não prova que ele era verdade quando foi escrito. É nessa fresta que projeto de rastreabilidade morre na auditoria — e é por isso que a peça central aqui não é a cadeia, é o sensor: quem escreve é o equipamento, não a pessoa.
Cadeia de lotes ligada evento a evento, do lote de semente ao lote dispensado.
Nas etapas de cultivo e colheita quem escreve é o sensor: geolocalização, temperatura, umidade e peso nascem de equipamento, com carimbo de tempo e assinatura própria.
A impressão digital de cada evento é ancorada na BTZ Chain no momento em que ele ocorre. Alterar o arquivo depois quebra a conferência.
| # | Evento | Quem gera | Origem | O que se ancora |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Origem genéticaA RDC 1.013 exige comprovação da origem genética das sementes ou mudas para a Autorização Especial de cultivo. | Xperienc | documental | Certificado de origem e lote da semente ou muda |
| 2 | PlantioA RDC 1.013 exige coordenadas geográficas da área de cultivo. Vindas do GPS do sensor, não de um formulário. | Associação e sensor | máquina | Coordenada geográfica, data, cultivar e lote |
| 3 | Ciclo de cultivoÉ o plano de monitoramento do cultivo deixando de ser um documento e passando a ser um registro. | Sensores em rede | máquina | Série contínua de temperatura, umidade, luz e irrigação, resumida por período |
| 4 | ColheitaPeso na origem é o número que fecha o balanço de massa até o produto final. Digitado, não fecha nada. | Associação e balança conectada | máquina | Peso, data e lote de colheita |
| 5 | Transferência de custódiaSubstância sob controle especial muda de mãos aqui. É o ponto que a fiscalização olha primeiro. | Xperienc | documental | Termo de custódia, peso conferido e responsável |
| 6 | ProcessamentoLiga o lote que entrou ao lote que saiu. Sem esse elo a cadeia se rompe no meio. | Laboratório Xperienc | instrumento | Protocolo aplicado, rendimento e lote de saída |
| 7 | Análise e laudoÉ o controle de qualidade em padrão de farmácia magistral que o sandbox exige. | Laboratório Xperienc | instrumento | Perfil de canabinoides, contaminantes e metais pesados |
| 8 | Retorno e conferênciaFecha o ciclo logístico e prova que o que voltou é o que saiu. | Associação | documental | Recebimento, lote e conferência contra o laudo |
| 9 | DispensaçãoA RDC 1.014 exige rastreabilidade até a dispensação ao paciente. Este é o último elo que a norma pede. | Associação | documental | Lote, código do associado e data |
| 10 | Desfecho clínicoEste elo a norma não pede — e é justamente o que transforma rastreabilidade em evidência. Nenhuma associação produz sozinha. | Hospital | clínico | Escala validada aplicada, data e lote em uso |
existe
existe
existe
a publicar: explorador público, documentação da interface de ancoragem e uma transação verificável
a implantar: é o que a rodada âncora financia
nenhum assinado até 09/09/2026
É fácil discutir cadeia produtiva e esquecer que o motivo de tudo isso é alguém que não dorme há três anos, ou que perdeu a autonomia, ou que tem um filho com crises diárias. Sob convênio, o associado deixa de ser apenas cadastrado numa lista: vira paciente acompanhado, com prontuário, especialista e desfecho medido.
Acesso aos especialistas das sete áreas clínicas e ao centro cirúrgico, quando indicado.
Cabine de IA no térreo: o médico recebe o associado já com sinais vitais e anamnese organizados.
A titulação de dose deixa de depender de consultas espaçadas e passa a ter acompanhamento.
Depende do desenho. Uma vez provado em São Paulo, o mesmo convênio pode ser instalado em hospital parceiro de outra capital — porque o que se replica não é o imóvel, é o protocolo, o prontuário, a cadeia de custódia e a forma de contratar.