Milímetros
Instrumentos com mais graus de liberdade que o punho humano, tremor filtrado por software e visão tridimensional ampliada dentro de um campo estreito.
Dor que não passa. Uma crise que volta toda semana. Um diagnóstico que alguém já deu por encerrado. Quem procura este hospital quase sempre chega depois de uma conversa em que ouviu que não havia mais o que tentar — e aqui essa conversa recomeça: centro cirúrgico, especialistas das áreas que a sua condição exige e uma ala construída para tratamentos com cannabis e derivados que a lei brasileira só passou a permitir em maio de 2026.
Um andar inteiro com leitos, e um centro cirúrgico no mesmo prédio. A via inalatória, autorizada desde maio de 2026, age em minutos — e acertar a dose exige alguém na sala.
Novecentas mil pessoas encontraram o caminho, e dois em cada mil médicos prescrevem com regularidade. Quantas desistiram antes, ninguém contou.
Entre 2020 e 2026, cerca de novecentas mil pessoas passaram a usar cannabis medicinal no Brasil. Só no primeiro semestre deste ano a Anvisa autorizou 116.372 importações, quase 29% a mais que no ano passado. Há mais de quinhentas empresas no setor e cerca de seiscentos produtos disponíveis.
E ainda assim: nove em cada dez profissionais de saúde saíram da faculdade sem uma única aula sobre canabinoides. Dos mais de 635 mil médicos brasileiros, cerca de 61 mil já prescreveram alguma vez — mas apenas 0,2% prescrevem com regularidade. O resto olha para o receituário e não sabe qual razão indicar, em que dose, por qual via, nem o que fazer quando o paciente reage mal.
Esses são os que chegaram. Não existe número de quem procurou e voltou sem resposta, nem de quem nunca soube que havia o que procurar — e é maior, porque cada médico despreparado é uma porta fechada que não vira estatística.
Fora do Brasil o silêncio é ainda mais alto. O mercado latino-americano é projetado em bilhões de dólares para 2026, com previsão por país — México, Colômbia, Argentina. Quantas pessoas estão de fato em tratamento em cada um deles, nenhuma dessas projeções informa. Conta-se o dinheiro; não se conta a gente.
Fontes: Medicina S/A — cobertura do CBCM 2026 · Anvisa, via Jornal de Brasília · Cannabis & Saúde · Monitor Mercantil · Medicina S/A · Straits Research / Market Data Forecast · verificação própria: os relatórios de mercado da região trazem receita, não pacientes. Dados de 05/09/2026.
As cirurgias deste hospital são realizadas com plataforma robótica. Não é vitrine: em cabeça e pescoço, onde estruturas nobres ficam a poucos centímetros do campo, a margem que a máquina dá é a diferença entre preservar e não preservar.
Instrumentos com mais graus de liberdade que o punho humano, tremor filtrado por software e visão tridimensional ampliada dentro de um campo estreito.
Incisões menores e menos sangramento encurtam a internação. Menos tempo no leito é menos tempo longe da própria vida.
Corte mais preciso é menos tecido sacrificado — e menos tecido sacrificado é uma reconstrução mais simples e uma reabilitação mais curta.
Câncer de boca, câncer de laringe, câncer de pele de cabeça e pescoço, tireoide, glândulas salivares, linfonodos cervicais e a reconstrução que vem depois — 7 frentes, com plataforma robótica e reabilitação da fala e da deglutição na mesma casa.
A mesma plataforma em que atendemos paciente por vídeo serve para o médico do outro lado da chamada: trazer um caso, discutir estadiamento e via de acesso, ver a sala em alta definição, sair com uma segunda leitura por escrito. O paciente continua com quem já cuida dele.
O caso vai à mesa com a equipe daqui antes de a conduta ser decidida.
O campo cirúrgico sai da sala em alta definição, sem mais ninguém entrar.
Acervo de procedimentos catalogado por técnica e por achado.
Nove em cada dez profissionais de saúde terminaram a graduação sem uma aula sobre canabinoides. O médico pode prescrever desde 2019, mas ninguém lhe ensinou qual razão CBD:THC indicar, em que dose começar, de quanto em quanto tempo subir, o que fazer quando o paciente refere tontura no terceiro dia, nem como isso conversa com o anticoagulante que ele já toma. Diante disso, a maioria escolhe não prescrever — que é a decisão prudente de quem foi deixado sem base.
Damos a base: farmacologia do sistema endocanabinoide, protocolo escrito por condição, titulação acompanhada, interações medicamentosas e o registro que sustenta a conduta se ela for questionada. Com caso real ao lado, corpo clínico assinando e um hospital atrás.
De qualquer especialidade. A indicação nasce do diagnóstico da área — o neurologista continua neurologista, com uma ferramenta a mais.
Dor orofacial, disfunção temporomandibular, bruxismo e mucosite pós-radioterapia estão na base clínica e fora de praticamente todo currículo de odontologia.
Quem administra, observa a reação e registra. Sem esse registro não existe titulação, e sem titulação o tratamento vira tentativa.
Dispensação, interação medicamentosa e o que a RDC 1.015/2026 mudou na manipulação magistral a partir de maio.
Acompanham o paciente nas semanas entre uma consulta e outra, que é quando o tratamento se firma ou se perde.
Boa parte de quem procura este hospital mora longe dele — em outro estado, ou em outro país da América Latina onde a medicina canabinoide ainda não tem para onde encaminhar. A distância não deveria decidir quem recebe uma segunda opinião.
Brasil inteiro
Consulta por vídeo com um especialista do corpo clínico, com prontuário aberto no mesmo sistema de quem é atendido presencialmente.
América Latina e demais países
O paciente envia exames e laudos, o caso é lido pelo especialista da área e o parecer volta como relatório escrito.
Pacientes em titulação
As semanas seguintes à prescrição, que são onde o tratamento canabinoide se firma ou se perde.
Médicos, cirurgiões e serviços hospitalares
O colega que está conduzindo o caso discute a conduta com quem já conduziu casos parecidos — na prescrição canabinoide e na mesa cirúrgica.
Um adolescente que sente dor, medo ou vazio vai procurar alívio em algum lugar. A pergunta é se vai encontrar um médico ou um fornecedor.
Hoje ele encontra o fornecedor primeiro. É mais rápido, não pede encaminhamento, não marca retorno e não pergunta nada à família. Também não sabe o que está vendendo: sem lote, sem laudo, sem concentração declarada, sem ninguém para chamar quando algo dá errado.
Do outro lado, a medicina chega tarde e desconfiada. Boa parte dos médicos nunca estudou o assunto, então evita o tema — e o jovem entende esse silêncio como julgamento. Aí ele para de perguntar. É nesse intervalo, entre a dúvida dele e o silêncio do consultório, que a gente perde gente.
E não se perde só para a substância. Perde-se para o processo criminal de um menino que não sabia o que estava comprando, para a internação que chegou tarde demais, para a casa em que ninguém soube que perguntar. Um pai que perde um filho para um fornecedor quase sempre perdeu antes para o silêncio.
Um hospital pode ocupar esse intervalo. Recebendo antes de virar emergência, dizendo o que sabe e o que não sabe, acompanhando depois que a receita foi escrita e trazendo a família para dentro da conversa.
Antes da substância, existe um motivo. Ele quase nunca é dito em consulta de quinze minutos — e é ele que decide se o adolescente procura um médico ou procura outra coisa.
Noites inteiras de tela, sono desfeito e uma ansiedade que já começa o dia. Ninguém chama isso de doença em casa, então ninguém leva ao médico — mas é o que desorganiza o resto.
Em adolescente ela raramente aparece como tristeza. Aparece como irritação, queda nas notas, corpo que dói sem exame alterado. É lida como fase, preguiça ou má criação.
Muitos jovens já tiveram, e quase nenhum contou. O medo de assustar a família e de ser internado à força cala mais do que a vergonha. Perguntar direto não induz nada — só abre a porta.
Deixar de tentar para não falhar em público. Sair da prova, do time, da conversa. O jovem não chama isso de sofrimento; chama de não estar nem aí — e é o disfarce mais eficiente que existe.
O primeiro copo e o primeiro cigarro quase nunca são sobre a substância. São sobre pertencer. Quem entende isso conversa com o adolescente; quem não entende só proíbe, e é ignorado.
Enxaqueca, endometriose, dor pós-trauma, dor sem causa encontrada. Dor crônica não tratada é fator de risco para depressão e para automedicação — e em adolescente costuma ser tratada como exagero.
Nada dessa lista se resolve entregando um frasco. Depressão, ideação suicida, dependência digital, medo — nenhum deles é indicação de canabinoide, e não vamos fingir que é. O que este hospital oferece diante deles é avaliação clínica de verdade: psiquiatria, psicologia, especialista em dor e a família na mesma sala. Canabinoide entra onde há indicação escrita para ele, e só aí.
A diferença entre um hospital e um fornecedor não é o produto. É que um pergunta por que, e o outro só pergunta quanto.
Tudo que se administra aqui tem lote, laudo de análise, concentração e responsável técnico com nome. É a informação que ninguém tem quando compra na rua.
A consulta não termina na receita. Titulação de dose, retorno agendado e desfecho registrado em prontuário — porque o efeito só aparece semanas depois.
Adolescente não adoece isolado do resto de casa. Os responsáveis participam do plano de cuidado, não ficam sabendo pelo extrato da farmácia.
Quem antecipa julgamento não conta a verdade sobre o que já usou. E médico que não sabe o que o paciente está tomando prescreve no escuro.
Formar quem atende na ponta, antes de o caso chegar ao hospital. O jovem passa pelo pediatra, pelo clínico e pelo dentista muito antes de passar por aqui.
A base clínica que a Xperienc levou anos montando está aqui inteira — cada condição com protocolo escrito, mecanismo descrito e um especialista da casa responsável por ela. Neurologia, psiquiatria, dor, autoimunidade, digestivo, sono e especialidades.
Médico, hospital, paciente, associação e investidor não chegam aqui pelo mesmo motivo. Escolha a sua.
Centro cirúrgico operando com plataforma robótica, cujo campo sai da sala em alta definição para quem está aprendendo. Mais 91 protocolos canabinoides escritos, com mecanismo e referência — o que praticamente nenhum médico brasileiro recebeu na graduação.
Ver as trilhas de especializaçãoPara hospitais e clínicasConvênio com associação, protocolo clínico, cadeia de custódia da colheita e prontuário que produz evidência. Levamos anos montando isso; leva meses para instalar no seu hospital. Você entra com a estrutura que já tem.
Ver o modelo de réplicaPara pacientes e famíliasQuem trata com canabinoide costuma ter um médico que prescreve e outro que opera, e eles nunca se falam. Aqui é uma equipe e um prontuário, do diagnóstico à alta, com 91 condições atendidas e centro cirúrgico no mesmo endereço.
Ver o que tratamosPara associações de pacientesVocês têm o vínculo com o paciente e agora o direito de cultivar. O que a norma não deu foi corpo clínico, leito, laboratório e centro cirúrgico. Entramos como prestador de serviço — sem comprar a colheita e sem vender nada a vocês.
Como funciona o convênioPara fundos e investidores116 mil importações autorizadas em seis meses, crescendo 29% ao ano, com quase toda a oferta vinda de fora. Em janeiro o cultivo nacional foi liberado. Quem cobrir colheita, processamento, prescrição e acompanhamento pega a cadeia inteira.
Abrir o painel do investidorQuase todo o volume brasileiro de cannabis medicinal hoje é importado. A RDC 1.013, de janeiro de 2026, autorizou o cultivo nacional pela primeira vez — e abriu uma substituição de importação de porte bilionário para quem conseguir cobrir a cadeia inteira: colher, processar, prescrever e acompanhar.
A Xperienc cobre as duas primeiras pontas em escala global. As duas últimas exigem responsabilidade médica, leito e centro cirúrgico — e é isso que o Granja Julieta coloca na mesa. A Xperienc está no térreo e no sexto andar, junto de quem está sendo tratado, todo dia.